Donald Thomas falou sobre o espaço

Donald Thomas em Lisboa Donald Thomas in Lisbon ©Ciência Viva

FEATURE: Donald Thomas em Lisboa

                  Donald Thomas in Lisbon

Donald Thomas em Lisboa Donald Thomas in Lisbon ©Ciência Viva
Donald Thomas em Lisboa Donald Thomas in Lisbon ©Ciência Viva

O astronauta norte-americano Donald Thomas esteve em Portugal pela primeira vez no passado sábado.

Numa palestra no auditório Mariano Gago, no Pavilhão do Conhecimento, o astronauta falou perante uma sala esgotada sobre as peculiaridades da vida no espaço.

Tal como Donald Thomas referiu, decidiu ser astronauta quando, aos seis anos viu o primeiro astronauta norte-americano, Alan Sheppard, chegar ao espaço .

Depois de uma carreira académica sem resultados dignos de nota, Donald Thomas percebeu que teria que apostar nos pequenos detalhes que o poderiam levar ao espaço. Contudo, e apesar da total dedicação, candidatou-se três vezes e, nas três vezes, foi recusado pela NASA.

À terceira vez decidiu que ía desistir, mas quando  acordou no dia seguinte continuava a querer ser astronauta.

Ao longo da sua carreira efetuou quatro voos, sempre a bordo do space shuttle, tendo passado 44 dias no espaço e orbitado em torno da Terra cerca de 700 vezes.  A última vez que foi para o espaço foi há 21 anos, no Columbia.

O astronauta norte-americano Donald Thomas esteve em Portugal pela primeira vez no passado sábado. Numa palestra no auditório Mariano Gago, no Pavilhão do Conhecimento, o astronauta falou perante uma sala esgotada sobre as peculiaridades da vida no espaço. Tal como Donald Thomas referiu, decidiu ser astronauta quando, aos seis anos viu o primeiro astronauta norte-americano, Alan Sheppard, chegar ao espaço . Depois de uma carreira académica sem resultados dignos de nota, Donald Thomas percebeu que teria que apostar nos pequenos detalhes que o poderiam levar ao espaço. Contudo, e apesar da total dedicação, candidatou-se três vezes e, nas três vezes, foi recusado pela NASA. À terceira vez decidiu que ía desistir, mas quando  acordou no dia seguinte continuava a querer ser astronauta. Ao longo da sua carreira efetuou quatro voos, sempre a bordo do space shuttle, tendo passado 44 dias no espaço e orbitado em torno da Terra cerca de 700 vezes.  A última vez que foi para o espaço foi há 21 anos, no Columbia. Donald Thomas recordou que fez parte da chamada “Woodpecker Crew” (a “tripulação picapau”), a missão cujo lançamento foi adiado porque, na noite anterior, um picapau fez vários buracos no tanque de combustível do shuttle. Esta foi a sua segunda missão de Donald Thomas e a que ele define como a a sua preferida já que o facto deu origem a uma série de brincadeiras abraçadas pela tripulação e pelas equipas de terra. Já no que respeita a questões mais sérias, o norte-americano referiu que o momento em que teve mais medo foi quando, no regresso, quando o shuttle caía na direção da Terra, um dos membros da tripulação disse que lhe cheirava a queimado. No entanto, nada aconteceu e mais ninguém sentiu o cheiro a queimado. Ao longo da sua palestra, Donald Thomas falou sobre algumas particularidades da vida do dia a dia no espaço, como as refeições, o dormir, o ir à casa de banho ou tomar banho e lavar o cabelo. Neste último caso, lembrou o champô usado a bordo do shuttle, No Rinse Shampoo, que permite lavar o cabelo sem água e que foi desenvolvido para pessoas que estão acamadas e nos hospitais. Quanto ao futuro da NASA na exploração espacial, Donald Thomas referiu que a presença norte-americana na Estação Espacial Internacional deverá estender-se por mais seis a oito anos, dependendo da disponibilidade orçamental. De igual forma, lembrou que a agência norte-americana está a desenvolver o Space Launch System, que envolve a cápsula Orion. A Orion tem capacidade para transportar quatro a seis astronautas e aterrará no  oceano Pacífico. Se tudo correr de acordo com o previsto, dentro de cinco anos a Orion deverá fazer a primeira volta à Lua. Quanto à importância de Marte no futuro da exploração espacial, e não apenas para a NASA, Donald Thomas acredita que existe um fator determinante para o homem avançar para o planeta vermelho, independentemente dos custos e riscos envolvidos: a necessidade inata do homem explorar. Por outro lado, acrescentou que os rovers podem ser muito eficazes na descoberta científica, mas fazem “apenas” o que estão programados para fazer. O que um rover pode descobrir ao longo de algumas semanas, um astronauta pode descobrir numa semana, acrescentando-lhe ainda mais descobertas.
©Ciência Viva

Donald Thomas recordou que fez parte da chamada “Woodpecker Crew” (a “tripulação picapau”), a missão cujo lançamento foi adiado porque, na noite anterior, um picapau fez vários buracos no tanque de combustível do shuttle. Esta foi a sua segunda missão de Donald Thomas e a que ele define como a a sua preferida já que o facto deu origem a uma série de brincadeiras abraçadas pela tripulação e pelas equipas de terra.

Já no que respeita a questões mais sérias, o norte-americano referiu que o momento em que teve mais medo foi quando, no regresso, quando o shuttle caía na direção da Terra, um dos membros da tripulação disse que lhe cheirava a queimado. No entanto, nada aconteceu e mais ninguém sentiu o cheiro a queimado.

Ao longo da sua palestra, Donald Thomas falou sobre algumas particularidades da vida do dia a dia no espaço, como as refeições, o dormir, o ir à casa de banho ou tomar banho e lavar o cabelo. Neste último caso, lembrou o champô usado a bordo do shuttle, No Rinse Shampoo, que permite lavar o cabelo sem água e que foi desenvolvido para pessoas que estão acamadas e nos hospitais.

Quanto ao futuro da NASA na exploração espacial, Donald Thomas referiu que a presença norte-americana na Estação Espacial Internacional deverá estender-se por mais seis a oito anos, dependendo da disponibilidade orçamental.

De igual forma, lembrou que a agência norte-americana está a desenvolver o Space Launch System, que envolve a cápsula Orion. A Orion tem capacidade para transportar quatro a seis astronautas e aterrará no  oceano Pacífico.

Se tudo correr de acordo com o previsto, dentro de cinco anos a Orion deverá fazer a primeira volta à Lua.

Quanto à importância de Marte no futuro da exploração espacial, e não apenas para a NASA, Donald Thomas acredita que existe um fator determinante para o homem avançar para o planeta vermelho, independentemente dos custos e riscos envolvidos: a necessidade inata do homem explorar.

Por outro lado, acrescentou que os rovers podem ser muito eficazes na descoberta científica, mas fazem “apenas” o que estão programados para fazer. O que um rover pode descobrir ao longo de algumas semanas, um astronauta pode descobrir numa semana, acrescentando-lhe ainda mais descobertas.

©Ciência Viva
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US astronaut Donald Thomas was in Portugal for the first time last Saturday.

In a lecture at the auditorium Mariano Gago, in the Pavilhão do Conhecimento (Pavilion of Knowledge), the astronaut spoke to a full room about the peculiarities of life in space.

As Donald Thomas pointed out, he decided to be an astronaut when, at the age of six, he saw the first American astronaut, Alan Sheppard, arrive in space.

After an academic career with no remarkable results, Donald Thomas realized that he would have to bet on the small details that could lead him into space. However, despite his full dedication, he applied three times and was refused three times by NASA.

The third time he decided to give up, but when he woke the next day he still wanted to be an astronaut.

Throughout his career he made four flights, always aboard the space shuttle, having spent 44 days in space and orbiting around the Earth about 700 times. The last time we went to space was 21 years ago, at Columbia.

Donald Thomas recalled that he was part of the so-called “Woodpecker Crew”, the mission which  launch was postponed the night before because a woodpecker made several holes in the shuttle’s fuel tank. This was Donald Thomas second mission and the one he defines as his favourite since it gave rise to a series of pranks embraced by the crew and the ground crews.

But when it comes to more serious issues, the American said that the time he was most afraid was when, on his return, the shuttle dropped towards Earth, one of the crew members said it smelled like a fire. However, nothing happened and no one else felt the burnt smell.

Throughout his talk, Donald Thomas spoke about some particularities of day-to-day life in space, such as meals, sleeping, going to the bathroom or showering and washing your hair. In the latter case, he recalled the shampoo used aboard the shuttle, No Rinse Shampoo, which allows hair to be washed without water and was designed for people who are bedridden and in hospitals.

No Rinse Shampoo

As for NASA’s future in space exploration, Donald Thomas said that the US presence on the International Space Station should extend for another six to eight years depending on budget availability.

He also recalled that the US agency is developing the Space Launch System, which involves the Orion capsule. Orion is capable of carrying four to six astronauts and will land in the Pacific Ocean.

If everything goes according to plan, Orion will have to make the first turn around the moon in five years.

As for the importance of Mars in the future of space exploration, and not just for NASA, Donald Thomas believes that there is a determining factor for man to advance to the red planet, regardless of the costs and risks involved: the innate human need to explore.

On the other hand, he added that rovers can be very effective in scientific discovery, but do “only” what they are programmed to do. What a rover can discover over the course of a few weeks, an astronaut can discover in a week, adding even more discoveries.

 

O primeiro americano no espaço

First american in space

Orion

NASA’s Orion spacecraft is built to take humans farther than they’ve ever gone before. Orion will serve as the exploration vehicle that will carry the crew to space, provide emergency abort capability, sustain the crew during the space travel, and provide safe re-entry from deep space return velocities. Orion will launch on NASA’s new heavy-lift rocket, the Space Launch System

https://www.nasa.gov/exploration/systems/orion/index.html

Space Shuttle

https://www.nasa.gov/mission_pages/shuttle/main/index.html

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